
Hoje é o Dia Nacional da Língua Portuguesa.
Saiba algumas curiosidades sobre ela no PANORAMA em minha crônica de hoje.
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O silêncio companheiro
muitas vezes
o silêncio
entre pessoas
que se gostam
pode ser companheiro,
um porto seguro
de respeito
e solidariedade.
Um jeito tranqüilo de ajeitar o chapéu ao sol da manhã.
Clarice Villac
11.04.2006 & 01.11.2006

"Antonio Torres escreve musicalmente. Em palestras e oficinas que ministra pelo país, deixa clara essa associação no seu processo criativo. O resultado é uma prosa que traz o embalo do jazz e a melodia na leitura. Diferente de várias tendências da moda nas literatices. Torres não tem intenção de asfixiar o leitor: antes, convida-o para dançar. "
Henrique Rodrigues - escritor, in Jornal do Brasil - 23/09/2006
O lançamento do livro será:
terça, 21 de novembro de 2006:
19h apresentação do livro pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão
20h Sessão de autógrafos.
FNAC PAULISTA
Av. Paulista 901São Paulo - SP
fone: 11 2123-2000
Espero todos os amigos por lá.
Meus agradecimentos ao Antonio Torres pelo envio do livro e pelo convite para o lançamento e também ao amigo Tom (Ronaldo Torres, seu irmão) pelo carinho.

1- Experimentar óculos com aquela etiquetazinha pendurada no nariz;
2 - A pessoa atrás de você no supermercado bate com o carrinho no seu tendão;
3- O elevador pára em todos os andares, e não entra ninguém;
4- Tem sempre um carro quase entrando na traseira do seu carro quando você está andando devagar, procurando um endereço;
5- O anel se solta antes da lata se abrir;
6- Você pisa em bosta de cachorro, mas só descobre depois que entrou em casa, e está no meio do tapete da sala;
7- Aquela fitinha vermelha da embalagem de Band-Aid nunca funciona com você;
8- O cachorro da vizinha late por qualquer coisa;
9- Você não consegue colocar as coisas de volta do mesmo jeito na caixa em que vieram;
10- Três horas e três reuniões depois do almoço, você olha no espelho e descobre um pedaço de alface preso no seu dente da frente;
11- Você toma um belo gole na lata de refrigerante que alguém usou como cinzeiro;
12- Você corta a língua fechando um envelope;
13- O pneu do seu carro que perde a metade da pressão enquanto você está tentando calibrar;
14- A estação pega muito bem enquanto você está perto do rádio, mas chia, diminui e some quando você se afasta;
15- Tem sempre um ou dois cubos de gelo que se recusam a sair da fôrma;
16- Você esquece um pedaço de pano no bolso, e toda sua roupa lavada sai cheia de fiapos;
17- O carro atrás do seu desanda a buzinar enquanto você espera o pedestre acabar de atravessar;
18- Um pedaço do papel laminado do bombom dá aquele choque quando você morde o recheio;
19- Você regula o despertador para as sete da noite em vez de sete da manhã;
20- A rádio não te diz quem cantou aquela última música;
21- Você passa creme nas mãos e não consegue segurar a maçaneta para abrir a porta do banheiro;
22- O pessoal todo que estava atrás de você na fila passa na sua frente quando o caixa ao lado abre de repente;
23- Os óculos escorregam para frente assim que você começa a suar;
24- Você não consegue saber, no dicionário, como se escreve
corretamente uma palavra, porque você não sabe como se soletra esta palavra;
25- Você tem que explicar a, no mínimo, cinco vendedores diferentes de uma mesma loja que está "só olhando";
26- Você não consegue achar aquele lápis que estava na sua mão há um minuto atrás. (e as chaves, então?);
27- Você abaixa para apanhar uma coisa que caiu debaixo da mesa e bate com a cabeça na volta;
28- Você esta num engarrafamento e sempre a fila em que você está anda mais devagar (mesmo se você troca de fila);
29- Você entra na fila do cinema e esgota o ingresso justo na sua vez;
30- Tem sempre um email enorme que demora uma hora pra chegar, e quando você vai ver, é igual a outro que já recebeu antes.

Cruel Despedida
Aos olhos que tudo diz
As mãos que abraçam
Acima de tudo,
Sem previsão
Lembranças rememoradas
Lágrimas trocadas
Do corpo que se vai
Da alma que se despede
Do sorriso escancarado
Vem teu carinhoE consolo
Da inutilidade humana
Frente a situação desumana
De assistir de si mesmo
A cruel partida
Da carne que vai
Perante os olhos sadios
E a mente esperta
Desse amor desmedido
Dos neurônios que se agitam
Gritam
Mas a boca cala
Apenas o som das águas
Distantes
As garças que dançam
Para seu último ato
Que cerram as cortinas
Do pensamentoFica em PAZLeva esse meu sorrisoDe lembrançaDa nona contaDeste nosso rosário