quarta-feira, junho 9

VIVA 12 DE JUNHO


Esse dia é muito importante pra mim. Começa uma nova vida, ou retorno de onde parei e jamais deveria ter parado.

Deixo a letra de uma música com um pedacinho que sempre me lembro, destacado:

Último pau-de-arara
(Venâncio/ Corumba/ J. Guimarães)

A vida aqui só é ruim
Quando não chove no chão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de porção
Tomara que chova logo
Tomara, meu Deus, tomara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara

Enquanto a minha vaquinha
Tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho
Pendurado no pescoço
Vou ficando por aqui
Que Deus do céu me ajude
Quem sai da terra natal
Em outro canto não pára

Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara
Só deixo o meu Cariri
No último pau-de-arara

Agradeço ao meu Deus poderoso, que me permite errar, errar e errar e me dá sempre outra chance. Perdi muitos anos de minha vida errando, vou voltar ao começo. Saí com muitas materiais e sonhos, volto sem nada (material), mas com traquilidade, sossego e muita paz no coração. A única tristeza é que ficarei longe do meu filhote, mas nem é tão longe assim.





10 comentários:

Fernanda disse...

Dindoca, que seja um novo começo, que seja como tiver que ser, em meio à sua vasta poesia e com amigos por perto, jamais estará só...
a matéria a gente ganha aqui, perde ali, encontra de novo em outro lugar...
O que importa é que agora você está mais perto!!!
E saiba, meu coração está muito feliz porque finalmente terei a oportunidade de, na medida do possível, conviver com essa pessoa delícia que tanto apreço tenho.

Seja bem vinda à metrópole que nunca pára.

E nós, nós também não pararemos nunca... estamos eternizadas por aí....

saudades de você...

natal fernando disse...

Posso Errar?
Por Leila Ferreira

Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?

O homem certo, porexemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.

E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro — concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.

(Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro Mulheres – Por que será que elas..., da Editora Globo)

parla marieta disse...

Verinha, sabe o que eu quero de você? TUDO.
Mas hoje, especialmente quero te dar os parabéns pelo Thiago.
Eu amo você, seus filhos, seus bichos e o modo como você conduz sua vida.
Beijos, amiga.
SEJA BENVINDA

Anônimo disse...

This will astonish you!
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Tita disse...

Gostei muito do teu blog.
Parabéns é lindo.

Marcelo Costa disse...

tb achei muito bonito o seu blog....parabens.

Wagner Silva disse...

Oi tudo bem, adorei seu post.

Vc poderia opinar em algo que escrevi, é importante pra mim.
Obrigado.

ah!! posso te seguir?!

wagnerporelesempre.blogspot.com

Ariany disse...

Olá, Vera

Meu nome é Ariany, eu represento o Blog Vestibular, da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).
Primeiramente lhe parabenizo pelo seu blog e pela postagem.
Gostaria de lhe convidar a conhecer e opinar num ambiente repleto de informações sobre educação: http://blogvestibularfecap.blogspot.com/

Conto com a sua visita!
Até mais!

w h stutz disse...

Vera tem selo pra você lá em Minas http://cerradodeminas.blogspot.com/

bj

Clarice Villac disse...

Oi, Veroca !

Tem um selinho pra você lá no ponto de luz !

http://claricevillac.blogspot.com/2010/09/blog-de-ouro.html

:~)