sexta-feira, agosto 15

RONDA

imagem by J. P. Sousa

RONDA
Vera Vilela

Esta procura me cansa
A eterna espera do que não existe
Finjo que tudo é normal
Vivo do que imagino
Gosto do que não há
Retiro um rio de um pingo
Nado na areia
E depois...
A realidade sufoca
Machuca o coração
Entristece a alma
E sigo procurando
Inventando
Imaginando
Só assim é possível viver
E continuar procurando
Até o dia, talvez,
Que eu não amanheça.

01/04/2007

5 comentários:

Aloisio Nunes de Faria disse...

VeraLuz: Você haverá de amanhecer sempre. É o que desejam todos os que te amam de verdade.

parla marieta disse...

Nossa, VeraLuz... você caprichou na Ronda, heim?
Menina, você está cada dia melhor.
Parabéns.
:o))

Ana Maria disse...

D+ Veroca! Parabéns! Qdo. crescer quero escrever igual a vc!

parla marieta disse...

Sabe, Verusca... no dia que comentei esse poema, a figura não abriu, bem como as outras. Problema de junta, sabe? Junta tudo e joga no lixo.
Mas agora dei outra passada aqui e pude ver tudo. O poema é lindo e triste. Mas para alegrar vou dizer:"E esse cara da foto? Meu Deos, o quequeéisso? Quase dá pra ver aquilo roxo dele".
Beijos
te amo deveras, VeraLuz.

Anônimo disse...

E desaguaremos no nada e há de ser lindo.
Identificação total com o seu Ronda, Vera.
beijo grande,
Cris
=^..^=