terça-feira, agosto 12

DESABAFO




DESABAFO
Vera Vilela

Não sei se sei exatamente
O que pretendo dizer e a quem
Só sei que o dizer é urgente
Queima aqui na minha mente
Essa necessidade de escrever
O que passa e repassa na cabeça
Não importa o que aconteça
Tem que ser dito o não dito

A palavra que escapa
É a melhor dita
Pois pensar impede
Que a mente grite
Mesmo que agrida
A sua maneira
Ou sua besteira de ser
Então que meu dito
Lhe atinja e lhe tinja
De cores mil
E lhe faça entender
Mudar seu jeito de ser
Transforme-lhe em versos
Abafando sua prosa conhecida
Já tão batida e repelida
Por séculos de desamores
Dores cicatrizadas
Curas bravamente cultivadas

4 comentários:

Rafael Daher disse...

Belo e profundo. Me encantei (:
Um beijo...

parla marieta disse...

Belo desabafo. Pra quem seria? Eu aqui me acabo na curiosidade.
Beijos, saudades,

Vera Vilela disse...

Obrigada Rafa, adoro seus comentários.

Marieta minha ermã, se eu fosse dizer pra quem é teria que fazer uma listinha... hihihi Mas você está fora, fique fria.
Tiamu!

Ana Maria disse...

Q desabafo, hein? Muito, muito bom!
Só vc mesmo pra traduzir o q a gente sente!!!