sábado, outubro 18

MÃE DOIDA, FILHO...

Filho maluco...

*foto, plumas e óculos by Marieta.

LUA CHEIA

EI, VOCÊ AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO AÍ?

Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em
Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se
sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o
problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em
nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia.

Texto de Neto do Updaters

*Recebi esse texto do Will e me emocionei...

VELHO IDIOTA, SAFADO



Crime foi cometido por homem de 78 anos em Santa Maria (RS).
Animal sofreu lesões nas quatro patas e deve ter alta em 15 dias.

O cachorro que foi amarrado a um carro e arrastado por cerca de 100 metros, em Santa Maria (RS), nesta quinta-feira (16), deve receber alta em 15 dias. Segundo a veterinária que cuida do cão, o animal pode ser adotado.

O crime foi cometido por um idoso de 78 anos, que afirmou preliminarmente à polícia que não teve a intenção de matar o cachorro. (ele não queria matar, só judiar e machucar mesmo)

O animal foi atendido pela veterinária Marlene Nascimento, que recebeu inúmeros telefonemas de pessoas interessadas e, adotar o cachorro. "Ele sofreu escoriações no peito, na cabeça, nas patas e deve ter alta em duas semanas. Felizmente, ele conseguiu levantar e já está comendo."

O caso foi registrado pela Brigada Militar como maus-tratos contra animais. Segundo informações da polícia, a pena varia de três meses a um ano de detenção, que pode ser cumprida em regime aberto.

Quando os policiais militares chegaram ao local, na quinta-feira, encontraram o idoso com a corda usada para amarrar o cachorro nas mãos e o cão caído ao lado dele.

Ainda segundo a polícia, um representante comercial, que passava pelo local, evitou que o motorista continuasse a andar com o carro.

A mulher do idoso informou à reportagem do Diário de Santa Maria que ele deve se apresentar à Justiça até o fim do mês.


* (Com informações do Diário de Santa Maria)




*Para esse tipo de pessoa não tem castigo que resolva... quem sabe amarrar ele ao carro e dar uma voltinhas por aí. Veja na foto acima como o velho safado está preocupadíssimo com o cão.

Eu só tenho vontade de chorar, chorar de desgosto, de dó desses nossos amigos que só nos dão amor e carinho e em troca recebem tratamentos desse tipo. O ser humano não merece nosso planeta.

SOBRE O SEQUESTRO EM SANTO ANDRÉ

Não posso deixar de comentar. Fico aqui imaginando o desfecho dessa história caso a polícia não estivesse presente.
Em 4 dias a polícia não agiu.
Imagino aqui se o rapaz não dormiu em nenhum momento, se a polícia se diz assim tão competente porque não aproveitou os momentos que possivelmente o sequestrador estivesse dormindo. Duvido que ele não dormiu.
Esperar um tiro para invadir?
Eu não sou especialista nisso, mas não sou idiota.
Outro absurdo é deixar que a outra menina voltasse ao apartamento!!!
Meu Deus! Que mundo estamos?
Em quem confiar?
Em 4 dias o sequestrador não molestou as meninas, a polícia teve tempo suficiente para agir.
Não aceito. De jeito nenhum.
E ainda querem que a gente confie na polícia?

sexta-feira, outubro 17

CAÇADORES DE SACI

CAÇADORES DE SACI
PORTA CURTAS - PETROBRÁS



Com Agnaldo Lopes, Lucio Tranchesi, Cristiane Mendonça, Áurea Montebello, Gleiciane Cardoso

A pipoca não rebenta, o ovo não choca, o feijão queima e o leite azeda? Nesse mato tem saci danado pulando!!

NOVA VODKA


Faça a sua AQUI

HAICAI JABUTICABA


PARALELAS


PARALELAS

Nosso amor é feito de distância
De saudade, de vontade
Sou como a Lua
Que reflete, encanta
Mas que nunca é tocada

Você é como o Sol
Clareia minha vida
Aquece minha pele
Faz bater meu coração
Mas nunca é tocado

Somos linhas paralelas
Perdidas no infinito
Sempre juntas
Lado a lado
Em nosso caminho
Sem nunca nos tocar

Passa o dia, chega a noite
E lá estamos nós
Cada qual em seu recanto
Vivendo do encanto
Sobrevivendo da magia
Da energia, deste nosso amor

Vera Vilela - 17/10/2008 9:13h

quinta-feira, outubro 16

NOVIDADE CHEGANDO

Semana que vem ganho nova tatoo... aguardem!

COMO VAI VOCÊ

Ganhei o vídeo de presente hoje e compartilho com vocês, ali do lado esquerdo do blog nos Encantos Musicais.

quarta-feira, outubro 15

UM ANJO CHAMADO ZOÉ


Minha homenagem a todos os professores em seu dia!
Está publicado lá no Jornal de Araguari,
para ler clique AQUI.


E também no SOS RIOS DO BRASIL, leia AQUI.

terça-feira, outubro 14

SOLIDÃO


Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector

segunda-feira, outubro 13

FILME


Assisti hoje LIÇÕES PARA TODA A VIDA, filme lindo, poético. Um garoto vai passar um tempo com os tios (por interesse da mãe na herança). Eles vivem isolados e adoram dar tiros nos visitantes que se aventuram a aproximar de sua casa. Tem toda uma história do passado deles que, inicialmente parece ser fantasia, mas pode ser a verdade sobre a fortuna deles. Amei o filme, principalmente porque tem uma leoa velha que entra na história. Ok... é um filme de 2003, mas pra mim era inédito poxa!

SINOPSE: Um garoto é enviado para a fazenda de dois tios que mal conhece, mas a descoberta de segredos do passado acaba aproximando-os. Com Michael Caine, Robert Duvall, Haley Joel Osment e Kyra Sedgwick.

FICHA TÉCNICA: Título Original: Secondhand Lions
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 111 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Site Oficial: www.secondhandlions.com
Direção: Tim McCanlies
Roteiro: Tim McCanlies
Produção: David Kirschner, Scott Ross e Corey Sienega
Música: Patrick Doyle
Fotografia: Jack N. Green
Desenho de Produção: David J. Bomba
Direção de Arte: John R. Jensen
Figurino: Gary Jones
Edição: David Moritz
Efeitos Especiais: Digital Domain

ELENCO:

Michael Caine (Garth)
Robert Duvall (Hub)
Haley Joel Osment (Walter)
Kyra Sedgwick (Mae)
Nicky Katt (Stan)
Josh Lucas (Walter - adulto)
Michael O'Neill (Ralph)
Deirdre O'Connell (Helen)
Adam Ozturk (Sheik)
Eric Balfour (Neto do sheik)
Christian Kane (Hub - jovem)
Kevin Haberer (Garth - jovem)
Emmanuelle Vaugier (Jasmine)
Jennifer Stone (Martha)

sábado, outubro 11

O GRANDE SONHO FEMININO


Casamento: o grande sonho feminino

Três mulheres, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, pra depois dividir a experiência entre elas.

No dia seguinte, disse a noiva:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: “Você é a mulher da minha vida, eu te amo.” E fizemos amor apaixonadamente.

A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!

E aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm, máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim. Ainda apagei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando tudo.

Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse:
“Fala aí, Batman, o que temos para o jantar?”


*Recebi essa piadinha infame da Patrícia, ri tanto, preciso mostrar pra vocês.

sexta-feira, outubro 10

MEMÓRIAS DA MENINA DO SOTÃO I


MEMÓRIAS DA MENINA DO SÓTÃO I
Vera Vilela

É engraçado como tem coisas que a gente jamais esquece, são fatos que nem sabemos o porquê ficam marcados para sempre na memória. Começo hoje então a deixar registradas aqui minhas memórias, para um dia, quem sabe, meus netos poderem conhecer um pouco mais de mim. Só escreverei sobre o que realmente me lembrar, histórias que apenas ouvi, eu não relatarei.

Minha infância foi compartilhada com três irmãos mais próximos de idade, dos dez que tive. São eles: Francisco (Kico) – 1 ano e 5 meses mais novo, Nilza (Nilzinha) – 1 ano e 2 meses mais velha, Carlos (Carlinhos) – 3 anos e 11 meses mais velho e um ursinho marrom sem nome que me acompanhava o sono à noite.

As mais antigas de minhas recordações são de quando tinha mais ou menos três anos de idade, é de uma casa assobradada em que moramos em Santo André-SP ( até os dois anos morei em Penápolis-SP, mas de nada me recordo). Tinha uma escada que os degraus eram placas de cimento com piso, entre uma placa e outra ficava uma apavorante abertura que permitia que alguém de minha idade se apavorasse. Eu subia a escada de quatro pés, com medo de cair num naqueles buracos, me lembro bem da sensação de aventura em subir e descer. É tudo que me lembro dessa casa.

Depois já vem na memória uma casa em que moramos um bom tempo, também em Santo André, na Vila Assunção. São flashes de situações. A mais bela de todas é a feira de flores em frente ao cemitério, como eu adorava aquelas palmas brancas, coloridas, as rosas de todas as cores, os cravos vermelhos, os brancos e me lembro nitidamente dos brancos com manchas vermelhas, o perfume no ar, as latas com água cheias de flores. E os dentes de leão? Que maravilha. Sempre ligo essa memória a um antigo disco chamado Rancho das Flores.

Aliás, tenho muitas boas lembranças do cemitério que era muito perto de casa. Movimento de pessoas, carros, as flores, nossas brincadeiras de criança dentro dele. Muitas vezes achávamos algumas imagens de santos junto às velas acesas, no crematório. Quando as pessoas não queriam mais as imagens tinham o costume de deixar lá no cemitério. Muitos vieram para minha casa.

Eu achava tudo muito bonito, os túmulos enfeitados, os azulejos que os decoravam, as estátuas de anjos, para mim era tudo muito luxuoso, nem fazia muita idéia do significado de tudo aquilo.

Lembro de minha mãe chegando das casas das patroas – ela era lavadeira – com sacos nas mãos, eram pães velhos. Era uma festa para achar algum com manteiga. Aquele pão tinha um gosto especial de festa, de alegria. Por algumas vezes eu fui levada até uma dessas casas, lindas, com azulejos na cozinha, móveis bonitos, e, nem sei em qual delas, mas uma era especial porque eu tomava leite com Ovomaltine, que luxo!

Nesse bairro eu passei a minha infância até os seis anos de idade. Na passagem do Ano Novo era uma alegria, saíamos eu e meus irmãos, Nilza e Carlinhos, para pedir bom princípio nas casas. Naquela época todo mundo dava algum dinheiro, uma moeda. Era dia de comprarmos guaraná caçulinha, a fábrica da Antarctica era em nossa rua. Chegávamos em casa com muito dinheiro (era o que eu achava) e isso era muito prazeroso.

No Natal meu irmão Paulo cuidava dos presentes, embrulhava um a um com carinho, a gente percebia a alegria dele com isso. Eu sempre ganhava uma boneca dessas que se vendia em feiras, de plástico, com o cabelo emoldurado. A diferença era a roupa que a mãe costurava com carinho na máquina. A sensação de abrir o presente é impossível de representar em palavras.

Meu irmão Paulo adorava montar carrinhos, aquelas caixas que vinham cheias de pecinhas e cola, posso até me lembrar do cheiro de plástico novo e da cola.

Ainda posso sentir o ardor nos olhos de quando minha irmã Rita me dava banho, eu tinha verdadeiro pavor de água nos olhos, eu sempre pegava uma roupa minha e a espremia contra os olhos fechados para poder lavar a cabeça e na hora de pentear os cabelos era outra gritaria.

Eu adorava os vestidinhos que minha mãe costurava pra gente. O tecido era o mesmo do que era feito para minha irmã mais próxima de idade, a Nilzinha, mas os modelinhos eram diferentes, sempre tecidos floridinhos, clarinhos e fresquinhos. As calcinhas também eram feitas pela mãe, ficavam um pouco esquisitas, mas roupa nova era sempre bem-vinda uma vez que usávamos muita roupa ganhada de parentes que estavam numa situação financeira melhor.

Nunca me esqueci o único presente que ganhei de minha madrinha, um conjuntinho lindo rendado de baby-doll, coisa de gente rica! Eu apenas pude ver, minha mãe rapidamente deu a uma prima para que o vendesse.

Meu irmão mais novo, o Kico, sempre ganhava presentes melhores e a qualquer tempo, ele nasceu especial e por isso todos tratavam a ele de um modo diferente. Claro que nessa época eu não entendia isso porque era apenas um ano e cinco meses mais velha, o ciúme era muito grande e eu não era uma irmã muito boazinha não, por diversas vezes judiava dele, fazendo-o chorar, isso foi até certa idade em que eu compreendi melhor a situação, mas numa família numerosa como a minha – dez irmãos – tinha que haver briga por atenção.

Nesta casa me lembro ainda de uma vizinha jovem que me ensinou precocemente a ler e escrever, brincávamos de escolinha, mas na verdade eu aprendia tudo, achava maravilhosa a lousa que ela usava e o giz que escrevia e tive o primeiro contato com a cartilha Caminho Suave com todas aquelas ilustrações bonitas.

No porão de minha casa morava uma senhora que engravidou e teve seu filho em casa, sendo que minha mãe a ajudou no parto. O menino cresceu cheio de presentes bonitos que a mãe deixava sobre o guarda-roupa ou pendurados para que ele não estragasse.

Durante toda minha infância a melhor lembrança de parentes que tenho é do meu tio Zébinho (Euzébio), ele morava no interior, mas vinha freqüentemente à minha casa e trazia sempre guloseimas para todos, dele eu não sentia nenhuma diferença entre eu e meu irmão caçula, era o nosso tio mais querido.

A ida à igreja aos domingos me vem muito vagamente na memória, a lembrança mais gostosa e nítida são os santinhos de papel que ganhávamos das freiras na porta. Eu guardava todos como relíquia, eram lindos, coloridos, alguns com detalhes em ouro, um verdadeiro tesouro, mais tarde um pouco eu me achava a mais bela das criaturas quando colocava um pequeno véu branco rendado na cabeça para rezar. Que luxo!

Havia também ali perto um parquinho que era uma grande diversão, esporadicamente alguém nos levava, não me recordo quem, parecia tão distante e hoje sei que são poucas quadras.

Nesse período (até os seis anos mais ou menos) também é forte a recordação de minha mãe e irmãs querendo, a todo custo, que eu largasse a chupeta. Imagina! Eu adorava esse vício, era a única coisa na casa que era mesmo minha e de mais ninguém. Até a cama era repartida, eu dormia na mesma cama que a Terezinha – a irmã mais velha, e Nilza dormia com Rita – outra irmã com mais idade. Eram beliches no quarto para acomodar tantos filhos. Me recordo uma vez que minha mãe escorregou, arrumando a cama de cima do beliche, e cortou muito a parte interna do braço num parafuso da grade, eu fiquei muito assustada com aquilo.

Recordo também de uma vez que minha irmã foi atropelada por uma bicicleta na calçada, ela levou pontos perto do olho e no joelho. Eu fiquei com muita inveja do dengo que ela recebeu.

Nem de minha mãe tenho muitas recordações nesse período, a não ser as surras, ela estava sempre muito ocupada com as roupas que lavava para fora ou com meu irmão menor, levando em médicos, em escolas especializadas, ele entrou na APAE logo em seu início. Eu tinha muito ciúme dos cuidados especiais que ele tinha.

Infelizmente tem uma passagem muito ruim dessa época (eu deveria ter uns cinco anos), com um vizinho jovem que resolveu usar das amiguinhas de sua irmã mais nova para experiências nada agradáveis em troca de promessas nunca cumpridas, no caso era ganhar uma boneca Emília, muito desejada naquele tempo. A experiência poderia ter sido uma passagem quase ignorada se não tivesse sido tratada com tanta austeridade e ignorância, mas éramos simples e muito pobres, faltava instrução para lidar melhor com o assunto. Dessa forma acabei amadurecendo a malícia cedo demais.

Foi nesse período também que tive uma das melhores experiências de minha infância. Eu e meus irmãos ensaiávamos numa escola de dança e nos apresentávamos na televisão. Isso sim era um luxo. Além de poder passear de carro (uma velha Kombi), usar roupas lindas – lembro-me de um conjuntinho vermelho, a calcinha toda bordada com lantejoulas, ainda posso fechar os olhos e ver e sentir aquela seda macia – ganhávamos sempre nas apresentações: uma flâmula, um pacote de bolacha e refrigerante. Um verdadeiro banquete.

As danças eram apresentadas nos programas Hugo Santana, Canarinho, Pulman Junior e também na Hebe Camargo – um programa na rádio que tinha auditório, quem estava em casa só ouvia a música que nós dançávamos.

Uma música inesquecível desse período foi Twist and shout dos Beatles que eu dançava feito louca. Em casa sempre que tinha alguma visita diferente me pediam e eu repetia os movimentos da dança.

Assim foram os primeiros seis anos de minha vida.

DIA DAS CRIANÇAS NA BLOGOSFERA

Estou reproduzindo aqui o texto da Carol e que espero, agrade a todos, no próximo post vou deixar um texto meu sobre meus tempos de criança, sim, eu já fui uma...rs

Que tal dia 12 de outubro lembrarmos do nosso tempo de criança?
De tudo que aprontemos quando eramos criança, como foi sua infância?
Já parou pra pensar quantas pedras você jogou no telhado do vizinho?
Quantas bolinhas de gude você ganhou e ralou dedo e hoje não tem mais nada?
Quantas vezes você entrou na porrada por causa de um Tazo? Que nem Deus sabe onde foi parar aquela pilha de Tazos .
Já parou pra pensar quantas cicatrizes você tem de quando brincava de Hoje não…
Quantas vezes deixou de fazer tarefa da escola para assistir aquele desenho predileto e recebia bilhetinhos no caderno para sua mãe assinar.
E você tremia na base pra mandar sua mãe assinar
Pois é… muitas coisas legais ou não a gente aprontou quando criança.
Então dia 12 de outubro no dia da criança vamos dedicar um (ou mais) de nossos posts para contar algo que você aprontou quando criança que vale a pena lembrar.

Se você tem um Blog e quer participar envie um email para hlb@cogumelolouco.com com o link do seu Blog e ajude a divulgar esse post para que mais blogueiros participem.


VIVER COM ENCANTO



VIVER COM ENCANTO

Que o despertar da razão seja luz
Que a luz nos traga à realidade
Que a realidade nos seja generosa
Que nossos olhos brilhem
Apenas por ter tido a graça
De poder despertar

Se o mundo real não é tão atrativo
Que busquemos novos rumos
Que esses novos rumos sejam bons
Que essa bondade nos leve adiante
Porque viver dá trabalho
Porque a vida precisa ser vivida

Busquemos emoções nas coisas simples
No florescer da primavera
No Sol quente do verão
No vento que balança os cabelos no outono
No sono gostoso do inverno

Comemoremos nossa liberdade
Nada mais nos prende
Nas profundezas dos pensamentos
Nas jaulas dos sentimentos
Na vã espera dos sonhos

Porque os sonhos são para serem apenas isso:
Sonhos e nada mais.


10/10/2008 16:57h
(inspirado no poema Encantamento de GGV)

quinta-feira, outubro 9

NOVO BLOG NOS MEUS FAVORITOS


BUSCANDO SONHAR SEMPRE - Blog da gauchinha Carol, nova amiga que tenho aprendido a conhecer através de suas tão belas letras. Um blog muito legal, com conversas sempre interessantes.

terça-feira, outubro 7

ELVIS E SUAS HISTÓRIAS


Eu estava triste desde segunda por causa do Elvis, os últimos dias não têm sido nada bons pra ele.
Tem uns 15 dias, ele estava com cistite, ficou internado e graças a Deus ficou bom, mas ficou tristinho uns dias. Fiquei mais de uma semana dando chá de quebra-pedra pra ele e pros outros todos. Uma semana depois eu fechava o portão de casa porque meu filho havia acabado de sair e o vi atravessando a rua correndo quando foi atropelado, uma pancada e tanto. Eu corri para dentro colocar uma roupa decente (estava de pijama) e saí atrás dele, procurei o dia todo e na segunda também, ele sumiu do mapa, fiquei num desespero porque queria cuidar dele e não podia. Na segunda à noite ele voltou, machucou apenas a boca (eita bicho resistente), ficou uma semana comendo somente coisas molinhas e finalmente melhorou.
Anteontem chamei os gatos todos para comerem e cadê o Elvis? Nada dele, lá fui eu de novo pra rua chamando ele feito doida e nada. Fui dormir triste novamente imaginando mil e uma coisas...
Ontem, o dia todo, andei atrás dele e nada, hoje também, estava já chorando por acreditar que ele podia estar morto, atropelado, sei lá... ele gosta demais da rua.
Quando minha filha chegou da faculdade eu disse:
- É... Acho que o Elvis já gastou suas 7 vidas. Eu estava realmente desanimada porque cuido tanto dos gatos todos e toda hora acontece algo.
Dali a pouquinho minha filha sobe até meu quarto adivinha com quem no colo?
Ele mesmo... O senhor Elvis, bonitão, cansado e com fome.
Depois de dar muita comida de latinha pra ele levei-o até meu quarto. Ele já veio pra cama ficou no meu braço e dormiu gostoso.
São Francisco tem trabalhado muito por conta do Elvis...rs
Obrigada meu santinho querido! Mais uma vez!
E o senhor Elvis, faz favor, vê se dá um tempinho agora. Vai cantando no banheiro que é melhor...
- Love me teeeeeeeeeender...