
Os textos aqui publicados são protegidos pela Lei dos Direitos Autorais de nº 9610/98 e registrados na Biblioteca Nacional.
terça-feira, fevereiro 7
FELICIDADE VEZES DOIS


domingo, fevereiro 5
LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS
Marcas roxas em minha pele macia
É o modo de atenção e amor que recebi
Deste adulto que chamo: meu papai querido
Quem manda eu ser moleque
No alto dos meus quatro anos
E fazer da vida o que quero
Queria muito me saber amado
Por suas mãos ser afagado
Mas de você só recebo sopapo
Minha mãe tudo vê e nada faz
Absorta em seu mundo de sonhos
Não percebe meus olhos tristonhos
Não posso mais te abraçar
Porque você não me defende?
Me afaste de vez deste demente
Mamãe, não sei se o seu medo
É muito maior que o meu
Sua surra é psicológica, desde cedo
Não adianta tentar, nada o satisfaz
Nem notas boas, nem super inteligência
Não consigo ser o que ele quer.
Estou quase na adolescência
E ainda tratado feito criança
Me deixem crescer, é minha exigência
Fiquei lindo, sou paquerado
Mas em casa?
Continuo saco de pancadas
Parece que não vejo futuro
Pra frente é tudo escuro
Quero coragem para pular o muro
Sei que a solução chegará
Um dia tudo isto passará
E tudo será apenas LEMBRANÇAS.
De uma triste e eterna CRIANÇA!
***
Vera Vilela
sábado, fevereiro 4
O BAÚ
SERÁ?

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ele é bonito
Tem um olho sempre a boiar
E outro que agita
Tem um olho que não está
Meus olhares evita
E outro olho a me arregalar
Sua pepita
A metade do seu olhar
Está chamando pra luta, aflita
E metade quer madrugar
Na bodeguita
Se seus olhos eu for cantar
Um seu olho me atura
E outro olho vai desmanchar
Toda a pintura
Ela pode rodopiar
E mudar de figura
A paloma do seu mirar
Virar miúra
É na soma do seu olhar
Que eu vou me conhecer inteira
Se nasci pra enfrentar o mar
Ou faroleiro
Amo tanto e de tanto amar
Acho que ele acredita
Tem um olho a pestanejar
E outro me fita
Suas pernas vão me enroscar
Num balé esquisito
Seus dois olhos vão se encontrar
No infinito
Amo tanto e de tanto amar
Em Manágua temos um chico
Já pensamos em nos casar
Em Porto Rico
sexta-feira, fevereiro 3
O MAIOR DESTRUIDOR DA TERRA

Ontem vi uma reportagem sobre desmatamento. Após ver e ouvir várias barbaridades veio o ápice do programa:
O fazendeiro Éder Botelho, um senhor dono de terras ou grileiro, seja lá o que for, uma pessoa nojenta e asquerosa, ao ser questionado sobre o derrubamento de árvores em local (Minas Gerais) de proteção ambiental ele responde:
- “O mato não nos dá retorno financeiro, a não ser na retirada dele pra fazer o plantio de capim para o criatório do gado”, afirma o fazendeiro Éder Botelho. .
A idiotice em forma de ser humano, mais irracional que qualquer animal que sobreviva em nosso planeta. Ele pensa nele e no lucro. No hoje apenas. Não terá descentendes portanto, não precisa se preocupar com nada, ou melhor, Deus queira que não tenha filhos para não dar este tipo de ensinamento.
Como este senhor pensa produzir chuva para molhar seu capim que será servido ao seu gado quando tudo o que restar a sua volta será devastação?
Maldito seja!
E benditos sejam os coitados que lutam quase que sozinhos para preservarem as matas e florestas, verdadeiros heróis do nosso planeta.
NAUFRÁGIO
NAUFRÁGIONos mares do teu corpo naufraguei
E naufraguei nos mares do teu corpo
Desci em águas profundas, profundas
Onde não havia peixe ou luz
E tudo era tão escuro, tão escuro
Que apenas quando pousei vi
Que nunca mais saíria dali
Que ali estava a paz que buscava
E, enquanto as buscas se perdiam
Naufragado em ti me encontrava
Cumprindo meu destino de morrer de amor.
***Silvio Persivo ***
quinta-feira, fevereiro 2
GACHORRÃO

Será um gato?
Será um cachorro?
Será um "cato"?
Ou será um "gachorro"?
Acertou!
Esta é a casinha do Negão, o cão.
Quem está dentro é o Gatão, o gato.
Um gato dentro da casa do cachorro.
Um "gachorrão"!
E tente tirar ele de lá...
E a cara feia que faz
quando está bebendo água do cão?
O Negão que nem se aproxime...rs
Eu amo meu gachorrão, o Gatão.
EU MAIS ELA!

Minha amiga linda e tão querida anda precisada de um carinho. Vou colocar nossa foto aqui para ela matar um pouco a saudade. Me aguarde Ma, logo logo estaremos na praia bronzeando a língua, vamos falar atééééééé.
terça-feira, janeiro 31
ALIMENTANDO BEIJA-FLORES

2- Ocorrência: são encontrados exclusivamente nas Américas
3- Número de espécies: mais de 350 com cerca de 770 sub-espécies
4- Maior número de ocorrências: Colômbia, Brasil, Peru, Venezuela, Guianas
5- Maior número de ocorrência por área: Estado do Espírito Santo, Brasil, com 42 espécies e sub-espécies, numa área de 45.000 km2
6- Velocidade de vôo: a espécie do cerrado e campos gerais brasileiros, Heliactin cornuta chega a 60 km/h
7- Velocidade de batimento das asas: a espécie brasileira Caliphlox amethystina chega a 90 batidas/segundo. As espécies maiores são mais lentas.
8- Maior colibri: Patagona gigas da Colômbia, com mais de 15 cm. É o mais lento também, com 2 vibrações de asa/segundo.
9- Menor colibri: Lophornis magnificus da floresta atlântica brasileira de montanha, com 1,2 grs. Há uma espécie nos EUA mais pesada mas alguns milímetros mais curta.
10- Alimento: néctar de flores com açúcar de 18 a 29% , micro insetos e micro aracnídeos. Têm necessidade de suprimento energético constante, o que o obriga a alimentar-se 4 a 5 vezes por hora para poder voar com sua energia e rapidez característica. Chegam a alimentar-se 30 vezes seu peso em alimentos/dia. Em bebedouros com alimentação artificial pode-se utilizar o açúcar cristal, sem qualquer problema para a saúde destes pássaros, desde que seja feito uma higienização diária das garrafinhas e a solução açucarada, de 20 a 25% de concentração, seja trocada diariamente logo no início do dia.
11- Máximo de altitude: Oreotrochilus chimborazo chega a 4.500 metros no monte Chimborazo, Equador
12- Movimentação: somente vôo, com asas modificadas na mão, ao contrário dos outros pássaros que voam com o antebraço; usam os pés apenas para se agarrar no galho, isto é, não caminham no chão nunca.
13- Tempo de vida: na natureza 6 a 8 anos e em cativeiro, sem pressões de predadores podem chegar até 16 anos
14- Tempo de incubação dos ovos: 3 semanas
15- Tempo de maturação dos filhotes: 3 semanas
16- Quantidade de crias por ano: 2
17- Descanso: a noite, para economizar energia entram em torpor, reduzindo sua temperatura de 42 C para 32 C, e as batidas do coração de mais de 2000 por minuto para 40 por minuto
18- Corte nupcial: é sempre propiciada pelo macho com deslumbrantes exibições de plumagens , malabarismos de vôo e canto
19- Área mínima: Dependendo da espécie e do tipo de ecossistema, pode variar de 1 km2 a mais de 100 km2 por indivíduo.
São os únicos pássaros que param no ar, voam para trás, para cima, em movimento circular, em movimento helicoidal, em parafuso, em cambalhota.
20- Plantas preferidas: bromélias e plantas de flor avermelhada com néctar
BEIJA BEIJA-FLOR
(foto tirada por Géber Accioly na janela de seu apartamento)
BEIJA BEIJA-FLOR
Beija-flor chega ligeiro,
dá uma volta no ar
Logo domina seu espaço,
bate asas a voar
Fazendo um zumzum
até o gavião chegar
De nada ele tem medo,
da vida quer o mais doce
Vive a colher o seu néctar,
pelas casas, de presente
Sugando todas flores
como se rei ele fosse
Se apresenta aos nossos olhos,
como uma bela criatura
Fazendo malabarismos
Nos dando beleza e sons
Contra os inimigos age,
sempre com muita bravura
domingo, janeiro 29
VISITA DE AMIGA


(Aqui um presente que ela me trouxe e o melhor de tudo: feito por ela)
quarta-feira, janeiro 25
CLOSER - PERTO DEMAIS

SINOPSE:
NEVERLAND
VESTIDO DE NOIVA

domingo, janeiro 22
SONHOS DE AREIA (chorus)

Sonhei futuro
Sonhei amor
Sonhei família grande
Unida e feliz
Sonhei carinho
Sonhei respeito
Sonhei crescimento
Juntos e felizes
Sonhei as bodas
Sonhei prata
Sonhei ouro
Na saúde e na doença
Sonhei criança
Sonhei adolescente
Sonhei velhice
Até que a morte nos separasse
Sonhei filhos
Sonhei casa
Sonhei bichos
Vivendo em harmonia
Sonhei sorrisos
Sonhei lágrimas
Sonhei sonhos
De dia e na noite também
Sonhei aliança
Sonhei esperança
Sonhei bonança
Num eterno amanhecer
Sonhei demais
Sonhei errado
Sonhei, sonhei
E acordei sonhando sozinha
sexta-feira, janeiro 20
4ª PRÊMIO CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA
09/01/06 - CCMQ lança nova edição de seu concurso literário. Em 2006, o gênero contemplado será a POESIA. Leia o regulamento.
No lançamento oficial do Ano Mario Quintana, a CCMQ divulga o 4º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana - Edição 2006. Este concurso de abrangência nacional, cuja primeira edição ocorreu em 2003, terá uma edição especial. Em homenagem ao centenário de Mario Quintana, o concurso vai contemplar a categoria POESIA, com duas premiações (Poesia para adultos e Poesia para Jovens).
O concurso é aberto a qualquer escritor brasileiro, residente ou não no Brasil. Abaixo seguem as características de cada premiação:
POESIA PARA ADULTOS: Esta modalidade será patrocinada pela Construtora Sultepa S.A. Cada autor deve enviar originais em poesia com no máximo 150 (cento e cinqüenta) páginas. O prêmio concedido ao vencedor será um contrato de edição da obra com 1.000 (um mil) exemplares com a Nova Prova Editora, prêmio de R$ 8 mil (oito mil reais) e lançamento na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre.
POESIA PARA JOVENS: Esta modalidade será patrocinada pelo Nacional. Cada autor deve enviar originais em poesia com no máximo 80 (oitenta) páginas. O prêmio concedido ao vencedor será um contrato de edição da obra com 1.000 (um mil) exemplares com a Nova Prova Editora, prêmio de R$ 8 mil (oito mil reais) e lançamento na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Os originais devem ser encaminhados à Casa de Cultura Mario Quintana em três vias, com um pseudônimo do autor. Não serão aceitas poesias avulsas. A obra vencedora será escolhida por uma Comissão Julgadora nas duas modalidades, sendo que na Poesia para Jovens haverá um Júri Juvenil, formado por onze estudantes (ensino fundamental e médio).
O regulamento completo do concurso está publicado no site da Casa de Cultura, no endereço www.ccmq.rs.gov.br, e no site especial de Mario Quintana, produzido pelo Governo do Estado do RS e disponível pelo endereço www.rs.gov.br. Interessados também podem obter informações pelos fones (51) 3226-1181, 3221-7083 e 3211-5581.
Em 2005, o concurso premiou a Literatura para Jovens e recebeu 212 originais vindos de 19 Estados do Brasil, além de Nova York, Londres e Berlim. A vencedora foi Eloí Elisabete Bocheco, com a obra Beatriz em Trânsito. Em 2004, o concurso contemplou a categoria conto e recebeu 226 originais, vindos de 15 Estados do Brasil e Uruguai. O vencedor foi o carioca João Paulo Vaz, com a obra A Mão do Chefe. Em 2003, o concurso foi na categoria romance e recebeu 103 originais, vindos de 12 Estados brasileiros. Os vencedores foram o mineiro Edmundo de Novaes Gomes, autor da obra Falar, e o pernambucano Walter Moreira Santos, autor de Um Certo Rumor de Asas.
REGULAMENTOS
4º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana / Construtora Sultepa S.A. – 2006
1. A Casa de Cultura Mario Quintana, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura/RS, através da sua Associação de Amigos e juntamente com a Construtora Sultepa S.A. e com a Nova Prova Editora, abre inscrições para o Prêmio CCMQ – edição 2006.
4º Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana / Nacional – 2006
1. A Casa de Cultura Mario Quintana, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura/RS, através da sua Associação de Amigos e juntamente com o Nacional e com a Nova Prova Editora, abre inscrições para o Prêmio CCMQ – edição 2006.
2. Para a edição de 2006, o gênero escolhido é POESIA PARA JOVENS.
3. Cada autor deverá enviar originais em poesia, com no máximo 80 (oitenta) páginas. Não serão aceitas poesias avulsas.
4. Pode se inscrever todo e qualquer autor brasileiro, residente ou não no Brasil.
5. Fica vedada a inscrição de todo e qualquer funcionário vinculado à SEDAC/RS.
6. A obra inscrita deve ser, obrigatoriamente, inédita e escrita em língua portuguesa. Entende-se por inédita, a obra não editada e não publicada (parcialmente ou em sua totalidade) em antologias, coletâneas, suplementos literários, jornais, revistas e publicações do gênero.
7. Ao efetivar a inscrição, o autor estará, automaticamente, concordando com as regras do prêmio, inclusive com o direito de publicação e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei de Direitos Autorais.
8. A Casa de Cultura Mario Quintana indicará uma Comissão Julgadora composta por 03 (três) membros ligados à área da literatura, e a decisão da mesma, em quaisquer circunstâncias, será irrecorrível.
9. Haverá um Júri Juvenil, formado por onze estudantes (ensino fundamental e médio) indicados por professores e/ou bibliotecários e devidamente inscritos no Núcleo de Literatura nos meses de março a abril de 2006. O grupo de jovens leitores indicará três obras para a Comissão Julgadora.
10. Todo e qualquer caso omisso será resolvido pela Comissão Julgadora.
11. Cada autor encaminhará à Casa de Cultura Mario Quintana os originais da obra inscrita, em 03 (três) vias encadernadas, em papel branco, formato A4, digitadas em corpo 12, espaço duplo, usando um lado apenas da folha.
12. Os originais não serão devolvidos.
13. A obra deve ser encaminhada, obrigatoriamente, sob pseudônimo, não podendo conter, nos originais, nada que identifique o autor.
14. Em envelope anexo, lacrado, subscrito somente com o título do Prêmio, o título da obra e o pseudônimo do autor, o mesmo encaminhará seus dados completos: nome, endereço, telefone, e-mail, número do RG, número do CPF, título da obra inscrita e pequena biografia.
15. As inscrições poderão ser feitas diretamente na Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre/RS, CEP: 90020-004, ou pelo Correio enviando para: Prêmio CCMQ, com o mesmo endereço, valendo para efeito de inscrição a data da postagem, que não poderá ultrapassar o limite da data de encerramento das inscrições.
16. Haverá uma única obra premiada, podendo o júri, indicar ou não, menções honrosas.
17. O autor premiado enviará uma cópia da obra em disquete, digitado no formato Word, fonte Times New Roman, Corpo 12.
18. O prêmio consistirá em R$ 8 mil (oito mil reais) oferecidos pelo Nacional e um contrato de edição da obra com a Nova Prova Editora de 1.000 (um mil) exemplares, com capa 4 (quatro) cores em papel supremo 250 gramas, com orelhas, sendo 100 (cem) exemplares destinados ao autor a título de direitos autorais.
19. A obra terá direito a lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre, convites e assessoria de imprensa.
20. Não serão aceitas ilustrações e/ou fotografias no corpo da obra.
21. CronogramaInscrições: até 16 de maio de 2006Divulgação do resultado: 16 de agosto de 2006Lançamento: novembro de 2006.
quarta-feira, janeiro 18
PRESENTE DE DEUS

PRESENTE DE DEUS
Água durinha
Que vem do céu
Pedra da infância
Prêmio de Deus
Chega com força
E quebra o calor
Pega doído
Nas costas da mão
Que testa o poder
De ser atingida
Pelo gelo sagrado
Dos dias de verão
Que traz consigo
A surpresa bonita
Lembrança querida
Das chuvas de granizos




