sábado, outubro 4

DESPEDIDA

Acabei de receber uma notícia muito triste, um amigo querido que parte, que deixa saudades, mas que, acima de tudo, deixa seu carinho em formas de palavras, estas continuarão aqui com a gente. Eternamente!
Fernando, vá em Paz e que o Senhor o receba em seus braços amorosos.

Copiei o post abaixo do Chave da Poesia, da grande amiga Sylvia Cohin que contém a última poesia de Fernando Peixoto.

"Hoje o Chave da Poesia faz uma homenagem especial ao Historiador, Teatrólogo, Escritor, Professor e Poeta, Doutor Fernando Aníbal Costa Peixoto que partiu de nosso convívio, deixando aqui, a marca de uma Poesia inigualável, fragmentos de sua alma e de seus sentimentos. A este Grande Homem, Parceiro e Amigo, toda admiração.
Apresentamos seu último poema que aconchegado neste espaço, mantém Viva sua Lembrança e Eterniza a Saudade...
Sylvia Cohin "



« RE-PARTINDO... »

Fernando Peixoto


Sei que contigo vão partir
memórias de um tempo partilhado,
dias breves que hoje são passado
e podiam no entanto ser porvir.
Sei que levas na bagagem a lembrança
dos olhos nimbados de tristeza
mas também o brilho da bonança
que alimenta a tua natureza.
Mas se partes, apenas uma parte
vai contigo rasgando o mar e o vento:
que outra parte de ti já se reparte
na minha memória e pensamento.

24 de Agosto de 2008
FERNANDO PEIXOTO

* 25 de Julho de 1947
+03 de Outubro de 2008

Vila Nova de Gaia - Portugal

2 comentários:

Carol, pros íntimos. disse...

Acho tão lindo este poema, de João Carlos Teixeira Gomes, outro poeta que ilumina nossos dias, com o encanto de suas palavras.
Que Deus receba Fernando em seus braços e que dê paz ao coração dos amigos que ficam.


"Ele cantou os graves elementos,
a vida brusca, a sucessão dos dias,
o tempo móvel e o fluir dos ventos,
a opacidade das melancolias;
cantou também o amor e seus alentos,
as manhãs plenas, as tristezas frias,
das paixões os sutis enredamentos
nas artimanhas das alegorias.
O mago das palavras já não canta
pois a morte voraz, com mão impura,
ceifou-lhe a lira douro da garganta.
Mas porque a poesia é a própria vida,
o seu canto fraterno inda perdura
no mistério da boca emudecida."

Vera Vilela disse...

Carol, lindo o poema, realmente.
Obrigada por sua presença.

Beijão!